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HORSES FORCES
Encarnando imagens de arquivo
Esta prática de pesquisa – no formato de uma residência artística ou workshop - se alimenta de um arquivo de imagens artísticas, históricas e documentais que retratam diversas narrativas visuais de cuidado através de diferentes tempos, culturas e lugares. A questão central dentro do arquivo não é o que cuidamos, mas como: o que acontece ao corpo daqueles que dão e recebem cuidado? Os participantes são convidados a navegar o arquivo, explorando diferentes maneiras de corporificar/encarnar imagens. Substituir as figuras originais pelos corpos dos performers aparece como uma estratégia para estudar não apenas o que é visível — gestos, posturas, posições e implicações anatômicas — mas também o que é invisível: as forças políticas, sociais, culturais e ancestrais que atravessam e sustentam a ação. Ao encarnar essas narrativas, o performer se torna um médium para um sistema — descendo do assento do cavaleiro, nos tornamos cavalos montados por forças invisíveis. A partir de uma imagem estática (um frame, um still), seria possível sentir ou prever gestos passados ou futuros? Experimentando princípios inspirados por constelações sistêmicas e lógicas operacionais de animação de imagens baseada em IA — traduzidas em experimentações físicas — um quadro estático ganha movimento e duração. A coreografia emerge de desenvolvimentos sutis da figura central em um GIF, um loop ou uma breve continuação ficcional.
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HORSES FORCES
Embodying Archive Images
This research practice - structured as an artistic residency or workshop - draws from an archive of artistic, historical, and documentary images that portray diverse visual narratives of care across different times, cultures, and places. The central question within the archive is not what we care for, but how: what happens to the body of those who give and receive care? Participants are invited to navigate the archive, exploring different ways of embodying images—giving them flesh by replacing the original figures with the performers’ bodies as a strategy to study not only what is visible—gestures, postures, positions, and anatomical implications—but also what is invisible: the political, social, cultural, and ancestral forces that traverse and sustain the action. By embodying these narratives, the performer becomes a medium for a system—stepping down from the rider’s seat, we turn into horses ridden by unseen forces. From a single still image, would it be possible to sense past or future gestures? Engaging with principles inspired by systemic constellations and operational logics of AI-based image animation — translated into embodied experimentation — a static frame gains movement and duration. Choreography might emerge from subtle developments of the central figure into a GIF, a loop, or a brief fictional continuation.